quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Plano Brasil Sem Miséria: Demandas da sociedade serão levadas aos ministérios


A plenária final dos Diálogos Governo e Sociedade Civil: Brasil Sem Miséria, nesta quarta-feira (8), no Palácio do Planalto, em Brasília, deu espaço para considerações finais e demandas de todos os participantes, representando o governo e os movimentos sociais. 

Promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e pela Secretaria-Geral da Presidência, o encontro levantou questões como a demarcação de terras indígenas, condições de trabalho e a inclusão de pessoas com deficiência no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

As discussões se dividiram em quatro mesas: busca ativa e garantia de renda; inclusão produtiva urbana; inclusão produtiva rural; e acesso a serviços. Em todas, os relatores apontaram a necessidade de diálogo em menores intervalos de tempo. Foi unânime também a demanda por maior controle e fiscalização do Brasil Sem Miséria, para o qual foi sugerida a criação de conselhos municipais e estaduais. Um dos grupos propõe até que o plano de superação da extrema pobreza seja divulgado em eventos esportivos. 

O secretário extraordinário de Superação da Extrema Pobreza do MDS, Tiago Falcão, garantiu que vai levar aos demais ministérios integrantes do Brasil Sem Miséria as demandas sistematizadas e verificar as possibilidades de aprimoramento do plano. “Avançamos muito na área rural. Na urbana, isso ficou um pouco para trás, há um vácuo na formulação da política publica que vale a pena enfrentar.”

Na avaliação de Falcão, os resultados macro têm sido positivos, mas é possível observar deficiências “com lupa”. Para encerrar, disse que o governo tem feito grande movimento de incorporação dos indígenas aos programas sociais.

Representante do Movimento Nacional de Catadores de Material Reciclável e presidente da Central de Cooperativas de Catadores, Ronei Alves da Silva destacou a importância dos Diálogos. Segundo ele, antigamente as instituições representativas eram chamadas apenas para apresentar demandas assistencialistas, e não para construir políticas de inclusão produtiva. “Essa é uma mudança significativa.”

Segundo Silva, um dos avanços importantes a serem feitos diz respeito ao associativismo e ao cooperativismo. É preciso, segundo ele, aporte financeiro para os empreendimentos de economia solidária e para a formação continuada. 

Dinama Tuxá, representando a Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, foi ao debate para levantar a bandeira da inserção das comunidades indígenas nas políticas públicas. Para ele, a maior reivindicação dessa população é a demarcação de terras. “A terra em si não resolve a miséria, mas parte dela. A terra é a nossa sustentabilidade econômica e sociocultural.”

A importância de o governo ouvir quem acompanha ou executa ações do Brasil Sem Miséria foi ressaltada por Marilena Souza, representante da Articulação do Semiárido (ASA). “Na inclusão produtiva rural, o processo é coletivo, não individual. O governo tem de rever a individualização, contrária ao enfrentamento da pobreza de forma conjunta.” Outra proposta colocada por ela foi o atendimento das demandas específicas da juventude rural. 

Fonte: www.mds.gov.br/saladeimprensa

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vitória da sociedade: Senado aprova 50% das vagas de universidades federais para alunos da rede pública



Brasil, 8 de agosto de 2012.

Resultado de mais de dez anos de luta de diversos movimentos e organizações da sociedade civil, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, que destina 50% das vagas das universidades federais e cursos tecnológicos federais para estudantes de escolas públicas, finalmente foi aprovado pelo Senado nessa terça-feira (7/8).

O Movimento dos Sem Universidade (MSU), um dos protagonistas da luta pela aprovação das cotas, comemora esta vitória da sociedade brasileira e enxerga neste projeto a ampliação da possibilidade dos estudantes da escola pública finalmente alcançarem o ensino superior. “Isso faz com que as famílias da sociedade brasileira passem a olhar com outros olhos a escola pública, porque ela passa a ser um ponto da esperança de realização do nosso filho de ir para a universidade, uma realidade presente na chamada nova classe média brasileira, que é um universo de quase 100 milhões de pessoas”, afirma o presidente do MSU, Sérgio Custódio.

A aprovação deste projeto traz, finalmente, uma maior aproximação da escola pública e da universidade pública.  O Brasil tem um histórico de exclusão da universidade. Segundo o MSU, de cada dez matrículas do ensino médio, nove são de escolas públicas, porém, a maioria das vagas de universidades públicas não são preenchidas por alunos oriundos da rede pública. “Ser doutor passa a ser algo real para o filho da empregada doméstica, o filho do pedreiro, o trabalhador e a trabalhadora. O projeto representa para nós um encontro do Brasil com ele mesmo”, afirma Sérgio.

Para o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o projeto é um importante mecanismo de justiça social, pois combina cotas sociais com raciais.  “O mais importante do PL é que ele coloca a educação pública no centro do debate, porque ele reserva 50% das vagas em todos os cursos e turnos para alunos oriundos da escola pública, e traz duas chaves de justiça social, combinando cotas sociais com as raciais”, explicou.

Do percentual destinado aos alunos de escola pública, metade será para aqueles que possuem renda familiar de apenas um salário mínimo e meio por pessoa.  Além disso, a proposta garante critérios complementares de identidade étnico-racial, levando-se em consideração a proporção de negros e indígenas por região no Brasil, conforme determina o IBGE.

O MSU faz questão de destacar que atuou em conjunto com o movimento sindical, negro e estudantil. “Esta conquista histórica representa o que Dom Pedro Casaldaliga dizia:‘A missão do movimento popular é trazer conquistas para o povo’”, lembrou Sérgio.

O MSU atuou de começo ao fim de forma presente tanto na Câmara quanto no Senado Federal, buscando ativar todos os canais possíveis de discussão, respeitando o caráter suprapartidário do projeto. “A expectativa dos movimentos educacionais e todos aqueles que fazem parte dessa luta é que, nos próximos dias, a presidenta Dilma Rousseff dê a sanção final para que o projeto se torne lei, favorecendo toda a sociedade”, frisou Sérgio.




terça-feira, 31 de julho de 2012

Pandora da Luz - Negra em Movimento


 Pandora da Luz será a Gerente de Políticas para a Igualdade Racial da Subsecretaria de Movimentos Sociais no estado do Espirito Santos. 


Uma mulher é de luta expressiva, militante na defesa dos direitos de negros e negras, de mulheres e de pessoas com orientação sexual diferente da heterossexual. Pandora também é uma das fortes militante do Movimento Hip Hop atualmente ocupa o cargo de Coordenadora estadual ES pela Nação Hip Hop Brasil, membro da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop, Desingner de Moda onde suas criações em grande parte estão focadas nas vestuarias da Cultura Hip Hop.


"Sou muito grata a todos vocês, meus amigos e irmãos que me enchem de energia e depositam crédito em mim nesta nova empreitada de lutas. " Pandora da Luz


Parabéns pela Conquista Guerreira, estamos juntas sempre !!! 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Casa do Hip-Hop completa 13 anos e tem show do Inquérito na festa de aniversário


Grupo leva o novo formato de Show a Diadema-SP e faz o encerramento do evento no Centro Cultural

É dia de aniversario e os convidados estão em casa.Sabado passado dia 28/07 a Casa do Hip Hop de Diadema (SP) completou 13 anos e houve uma festa de comemoração com vários artistas e ativistas.

Manter a cultura de rua viva é um dos objetivos do espaço cultural, que conta com o apoio da Zulu Nation para manter as oficinas, encontros e um acervo sobre a cultura hip hop no país. Mas, como celebrar é preciso, durante todo sabado, os portões estarão abertos para todas as intervenções que vão acontecer.

E como não poderia ficar de fora, após uma turnê nacional, o Inquérito volta ao berço da cultura hip hop no Brasil e leva o novo formato de show ao evento. que mescla os elementos tradicionais do Hip Hop, com outros instrumentos como saxofones e violão, além de um espetaculo a parte com beatbox.

Assim, Renan Inquerito e Pop Black nos vocais, encantam o publico de todas as faixas etárias com as dobradinhas formadas com o Dj Duh, que comanda as pick-ups, Rodrigo, no beatbox e IndioSax, no violão e saxofones.

A programação teve inicio as 13h com performance de Djs, na sequencia, a batalha de dança entre Einten Crew X Time da Casa toma conta do espaço.


Shows com Rogerinho e Thaís no samba rock. e o rap do Materia Rima embalam o publico até as performances de Dj Herdeiro e Set Ninja, que se intrecalam com a batalha de dança de Santa Rosa Breakers X Time da Casa 1.


A tradicional batalha de MCs também tem espaço no evento, que também traz ao palco Bá Kimbuta, Dj Davi eo MC Rashid.

A batalha de poesias - Zap Slam- também esta na programação, assim como Back Spin Crew, que duela com a Gang Style.

Por fim, o momento do conhecimento precede a final da batalha de MCs, que é fechada pelo show do Inquerito.

http://grupoinquerito.blogspot.com.br/